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Sobre

O Clube de Robótica do Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Ibirité foi criado no início de 2022, como parte de uma iniciativa, pós pandemia COVID-19, para ampliar as práticas pedagógicas e usar a robótica como ferramenta de apoio na formação técnica e cidadã dos estudantes. Desde então, o clube funciona como um espaço que complementa o ensino regular, unindo teoria e prática com o uso de metodologias ativas e projetos práticos. Em trabalhos já apresentados, especialmente em 2023, foram mostrados os primeiros resultados dessa experiência, tanto no ensino técnico quanto em ações de extensão com a comunidade. Esses relatos, apresentados em eventos como o Planeta IFMG e workshops de robótica educacional, mostraram como o clube pode aumentar o interesse dos alunos e desenvolver habilidades essenciais, como lógica, trabalho em equipe e resolução de problemas.

Apesar dos avanços, ainda são poucos os estudos que analisam de forma mais detalhada clubes de robótica como estruturas organizadas e sustentáveis que integram ensino, pesquisa e extensão. Trabalhos anteriores dos autores, como Freitas et al. (2020), que analisou a satisfação dos estudantes em atividades extracurriculares, e Freitas et al. (2021), que estudou a construção de modelos mentais em programação no ensino técnico, mostram a importância de criar ambientes práticos e integrados que estimulem o desenvolvimento dos alunos.

O clube organiza suas atividades em três áreas principais: ensino, pesquisa e extensão. No ensino, as oficinas começam com os alunos do primeiro ano do curso técnico integrado, usando kits LEGO EV3 para aprender os conceitos básicos. Depois, os desafios ficam mais complexos com o uso de Arduino e programação em linguagem C++. Essa evolução permite que os estudantes desenvolvam, passo a passo, conhecimentos em lógica, eletrônica, programação e automação.

Na pesquisa, os participantes são incentivados a registrar os projetos, apresentar trabalhos em eventos científicos e escrever publicações sobre ensino de programação, computação física e metodologias ativas. Esse lado investigativo já gerou artigos e participações em congressos nacionais e internacionais, aproximando os alunos do universo da pesquisa.

Na extensão, o clube mantém atividades semanais com comunidades em situação de vulnerabilidade, como no projeto do Centro de Acolhida do Betânia. Nessas oficinas de robótica para crianças e adolescentes, o objetivo é dar acesso às tecnologias educacionais e reforçar o papel social do Instituto Federal como agente de transformação.

As atividades do clube ocorrem de forma sistemática ao longo do ano letivo, com encontros regulares em laboratórios do campus, suporte de professores-orientadores e uma equipe formada por bolsistas e voluntários que atuam como monitores. O modelo de continuidade adotado — no qual membros veteranos capacitam novos integrantes — tem se mostrado eficaz para a preservação do conhecimento e da cultura do grupo, além de reforçar o protagonismo estudantil.

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Ensino

O eixo do ensino é voltado principalmente para a comunidade acadêmica do IFMG – Campus Ibirité. As atividades são oferecidas aos alunos do 1º ano do ensino médio técnico, no horário de monitoria (13h10 às 14h), no laboratório 409, com foco na introdução à robótica educacional. Nos primeiros semestres, os estudantes têm contato com os kits LEGO EV3, desenvolvendo projetos como robôs sumô e robôs autônomo. Essas experiências proporcionam uma base sólida sobre o funcionamento de robôs, abordando conceitos como engrenagens, sensores, eixos, rodas e motores. A programação inicial é realizada por meio de blocos, com uso do portugol, acompanhando o conteúdo curricular dos cursos técnicos, que iniciam com linguagem visual G. Utiliza-se a plataforma oficial da LEGO, que proporciona uma introdução intuitiva e autodidata à programação.

Ao longo das aulas, nota-se uma evolução significativa, especialmente na área de programação e na capacidade de resolver problemas práticos. Além disso, o ambiente participativo favorece o engajamento de novos alunos no curso técnico e amplia a participação na OBR. O clube contou com cerca de 40 alunos, em sua maioria do 1º ano, sendo que os alunos veteranos assumiram papel de protagonismo, conduzindo as oficinas e criando um ciclo sustentável de continuidade.

No segundo bimestre, os alunos iniciam o uso do Arduino. Nesse estágio, já demonstram maior autonomia e segurança. São introduzidos à linguagem C++ e a conceitos básicos de eletricidade e eletrônica. Os desafios propostos nas oficinas estimulam a aplicação prática do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades como pensamento crítico e trabalho em equipe.

Além das oficinas internas, o clube recebe escolas convidadas para participar de atividades com duração média de duas horas. As oficinas são adaptadas conforme o perfil de cada turma, considerando os níveis de dificuldade e garantindo a inclusão de todos.


Orientadores

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Tutores do clube

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Egressos